Uma vaquinha histórica para fortalecer organizações que trabalham acolhendo vítimas de violência e intolerância - mulheres, LGBTs, negros(as), indígenas e refugiados. Mais de 2800 pessoas se uniram para começar 2019 garantindo que elas não estejam sozinhas na missão de não deixar ninguém pra trás!
Abaixo, contamos um pouco de como foi essa campanha :)
2018 não foi um ano fácil. Como muitos brasileiros, percebemos com preocupação o aumento de crimes de ódio contra minorias e soubemos era preciso fazer alguma coisa. "Somos muitos", pensamos. Somos maiores do que o ódio - e entre nós já existe muita gente trabalhando para acolher quem mais precisa. Mas até eles estão em risco: a partir de 2019, tudo indica que estes crimes se tornem mais frequentes - e que o financiamento público a organizações que trabalham com vítimas de violência seja reduzido. Uma coisa ficou clara: precisamos fortalecer quem faz esse trabalho.
Este foi nosso primeiro passo: uma enorme vaquinha para ajudá-las a se manter de pé nos próximos anos. Na primeira meta, de R$250mil, garantimos o repasse a cinco dessas organizações. Colocamos a campanha no mundo no dia seguinte às eleições - e arrecadamos R$120mil nas primeiras 48 horas. Em 15 dias, batemos a meta! Mas não paramos por aí: dobramos a meta e o número de organizações beneficiadas. Daí em diante foram mais 45 dias de campanha, que terminou no dia 28/12/2018 com mais de R$405mil arrecadados :)
Hoje temos a certeza de que essas organizações começarão 2019 fortalecidas pelo apoio de muita gente. É emocionante! E este foi só o primeiro passo. Agora, vamos contratar uma equipe dedicada ao Ninguém Fica Pra Trás, que vai acompanhar o uso dos recursos, manter os doadores informados sobre tudo - e criar novas formas de fortalecer a resistência ao longo dos próximos quatro anos. Vamos juntas, #NinguémFicaPraTrás!
ORGANIZAÇÕES APOIADAS
As vidas de pessoas LGBTs, negros(as), mulheres, indígenas e refugiados sempre estiveram ameaçadas: essas já são, historicamente, as principais vítimas da intolerância. A partir das eleições de 2018, nos preocupamos muito com um possível aumento desses crimes de ódio em um cenário com ainda menos recursos para organizações que trabalham com vítimas de violência. E sabemos que entre nós já tem muita gente trabalhando todos os dias para acolher e proteger quem mais precisa.
Por isso, o primeiro passo da nossa resistência foi fortalecer quem está há anos na luta diária contra a intolerância. Conhecemos 10 organizações incríveis, espalhadas por todo o Brasil, que fazem trabalhos emocionantes e importantíssimos para garantir que ninguém fique pra trás. Nosso combinado foi não deixá-las sozinhas nem por um minuto. Conseguimos!
Para conhecer as organizações beneficiadas, clique abaixo:
TRANSPARÊNCIA
A Casinha, a AMAC, o Grupo Comunidade Assumindo suas Crianças, a Casa 01 e o Coletivo Margarida Alves vão receber R$40mil cada - equivalentes a primeira meta de R$250mil, que atingimos 100%. Enquanto as organizações apoiadas na segunda meta (Centro de Trabalho Indigenista, o Centro Carmen Bascaran, a Casa Miga, Mulheres Mirabal e Casa de Referência Tina Martins) vão receber R$24,8mil cada para fortalecer o trabalho que fazem - equivalente a segunda meta, que atingimos 80%.
Além do dinheiro para cada organização bancar aluguel, equipamentos, refeições e outros custos essenciais, temos alguns custos de produção que estão embutidos nas metas. De todo o valor arrecadado, 80% serão repassado para as organizações, 5% serão usado para cobrir a taxa do nosso sistema de pagamento (Pagar.me), e 15% para montar uma equipe dedicada à campanha dentro do Nossas.
*Até aqui, construímos essa resistência com pessoas incríveis que voluntariaram seu tempo para garantir que ninguém fique pra trás. Com o propósito de manter ativa nossa união, precisaremos montar uma equipe para acompanhar as organizações receptoras, te atualizar sobre o uso dos recursos e articular os próximos passos da nossa resistência! #NinguémFicaPraTrás
QUEM PROMOVEU A CAMPANHA?
Somos organizações, cidadãs e cidadãos preocupados com o que a vitória de Bolsonaro significa para o país. Preocupados mais ainda com o que essa vitória significa para os grupos que já são alvos de crimes de ódio, que já estão se intensificando. Entendemos que o mais importante no momento é fortalecer essa resistência, de quem está na ponta, na luta diária contra o preconceito e a intolerância. Somos muitos e somos maiores que o ódio!
Organizações que estão, juntas, construindo essa campanha: